Alcolumbre atropela governo com derrota histórica para Lula e manda recado: 'quem manda no Senado sou eu'

Alcolumbre manda recado ao governo Lula: 'Quem manda no Senado sou eu' Nos bastidores da sabatina de Jorge Messias no Senado, uma coisa ficou cristalina desde o...

Alcolumbre atropela governo com derrota histórica para Lula e manda recado: 'quem manda no Senado sou eu'
Alcolumbre atropela governo com derrota histórica para Lula e manda recado: 'quem manda no Senado sou eu' (Foto: Reprodução)

Alcolumbre manda recado ao governo Lula: 'Quem manda no Senado sou eu' Nos bastidores da sabatina de Jorge Messias no Senado, uma coisa ficou cristalina desde o início: essa nunca foi uma novela sem dono. Teve — e tem — protagonista. O nome dele é Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. A derrota histórica imposta ao governo Lula não veio por acaso. Veio com recado. E Alcolumbre tratou de deixar isso muito claro, em várias camadas. Bastidores: acompanhe o canal da Sadi no WhatsApp A principal: quem manda no Senado é ele, e não há espaço para articulação paralela, negociação de bastidor ou construção fora do seu radar. VÍDEO: veja a reação de Alcolumbre logo após votação Alcolumbre sempre repetiu, inclusive a interlocutores próximos, que nunca viu passar algo no Senado sem a sua articulação direta. E, nesse episódio, mostrou na prática. Mais do que uma derrota de um nome, foi uma demonstração de força institucional e política. Fontes ligadas ao presidente Lula atribuem o resultado a uma combinação de fatores: traições de última hora, frustração com votos que eram considerados certos e, principalmente, a disputa política-eleitoral em curso no Senado. Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Carlos Moura/Agência Senado Aliados que fizeram campanha pela indicação de Messias dizem agora que o desfecho já vinha sendo sinalizado. Segundo esses relatos, Alcolumbre teria dito desde ontem que a indicação seria derrotada. Nos bastidores, senadores chegaram a relatar a um ministro do Supremo que até gostariam de votar a favor de Messias, mas não estavam sendo liberados por Alcolumbre — reforçando a leitura de que o controle político da votação passou diretamente por ele. 'Combo' para derrotar Lula no Senado Nos bastidores, também já se desenhava um movimento mais amplo: um "combo" articulado por setores da oposição, aproveitando o fato de Flávio Bolsonaro (PL) ser senador e adversário direto de Lula na eleição de outubro. Nesse cenário, o grupo de Flávio Bolsonaro aparece como peça-chave. A avaliação é que houve uma articulação organizada para transformar a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo. A estratégia acabou bem-sucedida. A isso se somou, segundo essas fontes, a vontade pesssoal de Alcolumbre, apoiado dentro do próprio Supremo por ministros que não queriam Messias, como Alexandre de Moraes. A leitura é a de que houve uma convergência de interesses — com Alcolumbre, que preferia outro caminho (com a indicação de Rodrigo Pacheco), e com senadores dispostos a impor uma derrota simbólica ao Planalto. Fontes do STF consideram que também pesou o clima de expectativa sobre a delação de Daniel Vorcaro, do Banco Master, com o possível envolvimento de nomes do centrão, em mais um recado de descontentamento com o governo. Outro elemento é o cálculo individual de senadores: a expectativa de futuras indicações ao Supremo também pesou. Ainda assim, aliados de Lula afirmam que, mesmo após a derrota, o presidente não deve ceder a esse tipo de pressão na escolha de um novo nome. O resultado escancara não só a força de Alcolumbre, mas também um problema sério de leitura política do governo. Faltou termômetro. Faltou pulso sobre o que estava acontecendo dentro do Senado. Enquanto a temperatura subia, o Planalto parecia fora da sala. No fim, a crise expõe um eixo de poder muito claro: no Senado, hoje, a temperatura e o ritmo passam por Alcolumbre. Leia também A vida é assim, diz Messias após votação no Senado Em derrota histórica, Senado rejeita a indicação de Jorge Messias para o STF